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sexta-feira, 26 de junho de 2009

I'm sorry

se tens mais de 30 e nunca gostaste de Michael Jackson,
não quero saber de ti.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

já não tendência, já mesmo moda

a cada novo blog de design ou ilustração:
que sucesso fariam agora os desenhos que eu fazia quando tinha 6 anos!
É que eu desenhava mesmo bem e utilizava os marcadores (canetas de feltro) como hoje acho que não teria coragem!..

(Se calhar ainda os vendo... e depois ficamos ricas e vamos todas viajar!... Boa?)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

baralha e volta a dar


e se, de repente, ao olhar para a fotografia por trás das portadas
(o trocadilho com o castelhano não é acidental) eu fraquejasse e questionasse tudo?
E se, de repente, eu já não soubesse quem sou?
E se, no meio de tanta certeza, tanto conhecimento adquirido, eu já não soubesse quem sou por trás das máscaras que me construo?
E se, ao invés de caminhar para a verdade, reconhecer no desconforto antigo uma verdade maior?
E eu, afinal? E se?

terça-feira, 21 de abril de 2009

a mim

mais a sociologia do que a psicologia, talvez...

sábado, 18 de abril de 2009

estatelou-se docemente contra o céu

1970 (Retrato)

A minha geração, já se calou, já se perdeu, já amuou,
já se cansou, desapareceu, ou então casou, ou então mudou
ou então morreu: já se acabou.

A minha geração de hedonistas e de ateus, de anti-clubistas,
de anarquistas, deprimidos e de artistas e de autistas
estatelou-se docemente contra o céu.

A minha geração ironizou o coração, alimentou a confusão
brincou às mil revoluções amando gestos e protestos e canções,
pelo seu estilo controverso.

A minha geração, só se comove com excessos, com hecatombes,
com acessos de bruta cólera, de morte, de miséria, de mentiras,
de reflexos da sua funda castração.

A minha geração é a herdeira do silêncio,
dos grandes paizinhos do céu,
da indecência, do abuso.
E um belo dia fez-se à vida,
na cegueira do comércio

A minha geração é toda a minha solidão, é flor da ausência, sonho vão,
aparição, presságio, fogo de artifício, toda vício, toda boca
e pouca coisa na mão.

Vai minha geração, ergue a cabeça e solta os teus filhos no esplendor do lixo e do descuido,
Deixa-te ir enquanto o sabor acre da desistência vai corroendo a doçura da sua infância.
Vai minha geração, reage, diz que não é nada assim,
Que é um lamentável engano, erro tipográfico, estatística imprecisa, puro preconceito,
Que o teu único defeito é ter demasiadas qualidades e tropeçar nelas.

Vai minha geração, explica bem alto a toda a gente
Que és por demais inteligente, para sujar as mãos neste velho processo, triste traste de Deus.
De fingir que o nosso destino é ser um bocadinho melhor do que antes.
Vai minha geração, nasceste cansada, mimada, doente, por tudo e por nada, com medo de ser inventada
O que é que te falta, agora que não te falta nada?
Poderá uma pobre canção contribuir para a tua regeneração ou só te resta morrer desintegrada?

Mas minha geração,
Valeu a trapaça, até teve graça, tanta conversa, tanta utopia tonta, tanto copo, e a comida estava óptima! O que vamos fazer?

J.P. Simões

quinta-feira, 2 de abril de 2009

despachem-se lá

com o casamento entre homossexuais
para podermos, finalmente, discutir o casamento em si!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

pronto, então vá...

ao fim de 15 anos lá vem o Kotler...

diferenças

"não posso porque tenho que ficar com..."

versus

"não posso ficar com porque tenho que..."

ou

já sei porque já perdi o combóio e quero mais é que ele passe que eu vou a pé a apreciar a paisagem...

estou

a construir uma biblioteca impressionante, numa nova temática... ou não tão nova.... resta saber: para ler quando?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

private joke

"tu disseste problemas financeiros?"
:D

prémios "O melhor do sofá"

a melhor publicação/leitura do fim-de-semana,
entre os habitués que cada vez menos têm para dizer,
foi uma mensal que nunca tinha comprado
e que comprei atraída pela capa:

Courrier Internacional de Fevereiro 2009.

Dois artigos surpreendentes e interessantes:

"Todos ao palco, contra a crise", do El Universal,
Cidade do México, "Teatro ‘revive’ pueblo en ruinas", José Vales, 16.12.2008,

que fala de como uma aldeia argentina com 500 habitantes (outrora 5.000) renasceu quando a pediatra da terra fundou um grupo de teatro que envolveu principalmente mulheres e crianças, salvando-os do tédio, da pobreza e da apatia, e relançando a economia local atraindo turistas para assistirem aos espectáculos...

e

"Bancos escapam à crise", do "Trouw, Amsterdão, Wouter Bax, 08.11.2008,

que eu não consigo linkar porque não percebi nada do jornal em holandês e nem sequer consegui identificar o texto...

Mas começa assim o artigo traduzido em português:

"O banco holandês ASN - pertencente ao grupo financeiro SNS Reaal - investe em empresas cotadas na Bolsa em função das respostas a várias questões: De onde vêm as matérias-primas que utilizam? Trabalham para a indústria de armamento? Empregam mão-de-obra infantil? Pagam salários convenientes? Respeitam os direitos humanos e o ambiente? Este banco encarrega-se, ele mesmo, de verificar o carácter "sustentável" das empresas, especifica o seu director, Jeroen Jansen. (...)"

e fala de "bancos éticos", investimento em empresas responsáveis e créditos a "pioneiros sustentáveis"...

..........

Noutro contexto, mais estético (...), a Wallpaper de fevereiro também não está mal, com os prémios Design 2009...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ui, se eu agora

me dá para ficar política!...

(É que ando a sentir umas comichões... isto é por ciclos...
depois de anos de hibernação, a absorver, a absorver, eis que se me reacende a chama, mantida em lume brando...
ah ah ah, isto vai ser bom, vai!...
Se aos tempos da faculdade juntarmos aquilo que o dobro da idade comporta: ui!
É isso e a genética, mas eu vou aliar-me a um curso de gestão!
Sim, que estas voltas todas não serviram para mais do que enriquecer-me (o espírito, que fui esvaziando os bolsos!) e dar-me algum estofo...
Hum, já aí vou!
E agora só paro dos 36 a mais 36!... para descanso e férias nos trópicos!)

Tenho 34, a caminho dos 35, para quem se lhe aflore a dúvida.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

pai

que nunca levou com o xixi do seu bebé em cima não é pai, ou então está a fazer qualquer coisa de forma errada!...
Congratulations, you've reached the first level!
Agora propomos o cocó a jacto! :)

terça-feira, 30 de setembro de 2008

sem carregador. stop.

que o que é meu é dele. stop.
portanto sem bateria. stop.
apenas para dizer que recebi a prenda mais linda para a Rosa. stop. Veio de Braga. stop.
E tenho uns amigos do caraças. stop.

Hoje, nem de propósito, fiz contas à vida. stop. Ao que parece devo dinheiro. stop. À banca, ao diabo. stop. Mas terminei o apanhado, a estimativa, dizendo "divídas morais tenho muito mais". stop. Na realidade, pensando bem, acho que não tenho. stop. Que os meus amigos não são de cobrar o que dão, mesmo que seja a fundo muito perdido! stop. Lembro-me, assim de repente, de uma viagem a Cannes e de umas tintas e telas para desenvolver um projecto pessoal. stop. E um dia, mesmo que não me cobrem, hei-de pagar. Nem que seja de outra forma. A realizar outros sonhos. Os deles. stop.

E quando fôr grande aos olhos dos outros, não hei-de precisar de pedir nada a ninguém.
Também me lembrei do ex-marido que com todos os defeitos (ou não fora ex) nunca se importou de dar mais quando eu tenho menos, para bem de todos. stop. Durante um tempo (pouco, comparativamente) foi ao contrário. E ele sabe que se um dia calhar, será de novo. stop.

Amanhã talvez ponha fotos, se tiver bateria. stop.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Na RTP2

estão a dar o Rodrigo Leão com os seus músicos e aquela rapariga de que vos falei na altura, tão brevemente, que canta tão bem, em tantos idiomas, transfigurando a voz: Ana Vieira.

Actualização à 1:07 - agora está a cantar outra: a acordeonista! E há ainda outra! Mas a Ana Vieirra é a que canta tudo diferente! :)

Actualização à 1:28 - aah! lá está ela!
Tão linda esta música...

Actualização à 1:31 - Há quase 3 nos atrás estava eu feita em frangalhos e disse-me uma amiga, a certa altura: chora! Chora assim muito e deita tudo fora!
E eu, que andava sempre com as lágrimas a quererem-me saltar olhos fora (até que um dia desataram a saltar tanto que me rendi, baixei os braços e não pude mais), fui para casa, deitei-me e pus o ipod em loop com uma música do Rodrigo Leão. Chorei, chorei, chorei... tanto... e adormeci, sem já saber dos olhos. Passado dois dias estava a passar a Passagem de Ano (passado, passar, passagem!... :D) em casa do Rodrigo Leão, no Alentejo, rodeada de gente tão interessante (as pessoas que eu tenho conhecido nesta vida, realmente...) mas tão sózinha que saí de lá com o sol já nascido para ir a correr fazer o disparate de me pôr novamente nas mãos de quem não me merecia e fazia mau uso de mim. Se há vezes em que penso: que disparate!, que estúpida! (até porque, lá está, a passagem de ano poderia ter sido bem mais animada... :D), ontem dei por mim a aconselhar alguém a fazer o mesmo. Porque agora, olhando para trás reconheço que quando fui não era já a mesma (embora só em Março desse ano tenha reconhecido a mudança mais efectiva) e mais tarde, com a devida ajuda e precioso auxílio, fui capaz de saír definitivamente! Ao ponto de hoje, claro, nem me reconhecer naquilo...

As coisas que uma pessao faz quando ainda não aprendeu a ser totalmete ela própria e a não procurar validação nos outros... De facto o amor próprio e a auto-estima deviam trabalhar-se nas escolas, desde pequeninos....

Enfim, estava só aqui a lembrar-me, por causa do "Voltar"... :)

E é com alegria que constato que já não me pesa... lembro-me mas já não sofro com isso... :D

segunda-feira, 28 de julho de 2008

prepotência

odeio e já não admito.
A síndrome do patrãozinho? Enfiem no rabinho!
Em fedelhos, má educação? A mamã que a resolva...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

nada

como ir directa ao assunto e dizer, com todas as letras, a quem não nos convém, não nos apetece ou não nos interessa, isso mesmo: que não queremos, não temos vontade, nem saudades, não queremos telefonemas nem cafés, não queremos ofertas nem perguntas.

Depois é esperar pela reacção para ter a certeza de que fizemos bem. E ainda, como bónus, aprender que (por muito que pareça uma redundância) quem não tem noção de si próprio dificilmente fará uma correcta leitura dos outros ou das situações!

tant pis, laisse tomber
...