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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

vómito

através da querida Sónia fui até AQUI para confirmar a minha própria existência. É vergonhoso. E é cada vez mais assim. Saímos de um país oprimido e mudo para um país onde a liberdade de expressão criou uma geração - a dos nossos pais - onde os benefícios dessa mesma liberdade e das reivindicações por direitos no trabalho foram e ainda são evidentes. Mas houve também muitos exageros. Agora, na geração dos filhos - nó s- caímos no entorpecimento e na estupidez da massificação. Se nem chegámos bem a ser Yuppies, sofremos as consequências e fomos levados na onda... Ninguém reivindica nada, toda a gente faz por ser "o escolhido". Deixa-se de se ter vida. Vive-se para trabalhar e não se trabalha para viver.
É também por isto que às vezes sinto que nada faz sentido! Mas é que não faz mesmo!
Somos escravos! Voluntários!
E eu ando às cabeçadas, choro uns dias quando expludo e ainda engulo uns comprimidos de enquadramento...
Mas também eu (além de amigos mais atentos) já percebi que estou de novo em fase de mudança...

Mais uma vez:
"Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!"
Eis uma belíssima frase do José Régio que, desde que a ouvi pela primeira vez, nunca deixou de me ser útil. Aliás, todo um belo poema, o Cântico Negro.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

que bom ouvir-te, Salomé

já a terminar a tarefa de lavar a loiça, depois do jantar, oiço, da sala, uma voz trovadora...
...fui ver, era o Janita!
Ficámos ali, eu de colher a pingar nas mãos, a ver e a ouvir a graça, a pureza e a força.
José Afonso recordado, Abril revisitado... a RTP perdeu a vergonha e, ao que parece, continua em força a celebrar os seus 50 anos...

(...e eu continuo sem paciência ou vontade de fazer discursos políticos, por isso não me confundam... continuo sem espírito associativo...)

Post Scriptum às 00:09:
- Olha o Zeca Medeiros!!!!