vómito
através da querida Sónia fui até AQUI para confirmar a minha própria existência. É vergonhoso. E é cada vez mais assim. Saímos de um país oprimido e mudo para um país onde a liberdade de expressão criou uma geração - a dos nossos pais - onde os benefícios dessa mesma liberdade e das reivindicações por direitos no trabalho foram e ainda são evidentes. Mas houve também muitos exageros. Agora, na geração dos filhos - nó s- caímos no entorpecimento e na estupidez da massificação. Se nem chegámos bem a ser Yuppies, sofremos as consequências e fomos levados na onda... Ninguém reivindica nada, toda a gente faz por ser "o escolhido". Deixa-se de se ter vida. Vive-se para trabalhar e não se trabalha para viver.
É também por isto que às vezes sinto que nada faz sentido! Mas é que não faz mesmo!
Somos escravos! Voluntários!
E eu ando às cabeçadas, choro uns dias quando expludo e ainda engulo uns comprimidos de enquadramento...
Mas também eu (além de amigos mais atentos) já percebi que estou de novo em fase de mudança...
Mais uma vez:
"Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!"
Eis uma belíssima frase do José Régio que, desde que a ouvi pela primeira vez, nunca deixou de me ser útil. Aliás, todo um belo poema, o Cântico Negro.




