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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

hoje

foi Matemática (InêsN, entretanto vi o teu comentário! Já viste isto? :D)

e hoje acordei a abraçar a minha avó. :)
Encontrei-a na rua quando ia resolver uma ssunto que tenho que resolver e não sei como, no bairro dela. Vi uma senhora a passar (mesmo no sonho eu sabia que ela tinha morrido, o sonho passava-se nos dias de hoje) que me parecia ela (ela como nos últimos tempos ainda autónoma) e cheguei-me a ela, inclinando-me para lhe ver a cara que ia baixa. Então ela levantou a cabeça e olhou-me mesmo nos olhos, reagindo a ver-me. E eu abracei-a e só disse "oh, vó!". E acordei com um abraço tão desejado... tão bom! :)
minha querida avózinha!

ainda hoje:
quero mudar coisas de lugar
e começar os fatos das miúdas!
Prometi ajuda para um chapéu de uma colega da Rosa (uma coleguinha lá do trabalho delas.... :)
E vou doar para o Haiti.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

tenho umas chávenas do ikea

que parecem mesmo o frigorífico de casa da minha avó...

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Lena, (filha, )

tens cá sopa vêrdim!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

hoje 89, Mariana


a avó Mariana, aqui toda bonita para uma produção de moda
em sua casa que era e será sempre a minha casa.
A fotografia é da Isabel Pinto. A outra modelo é a Ana Isabel.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

arrofadas

e a luz da cozinha, à noite, em casa da avó. Ela a lavar a loiça. E depois de deitar, ainda as luzes acesas nos quartos, ir até lá mordiscar mais qualquer coisinha. E ela acordada, ainda. Ê na durmum!...

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

coisa de mulheres mães

enquanto pesquisava as fotografias de infância do meu pai voltei a dar com esta que é talvez a minha preferida.

Retrata lindamente essa ambiência, espírito, sei lá como lhe chamar, essa coisa de estar entre mulheres mães, amigas.

A descontracção, pouco se importando com o(a) fotógrafo(a?), e as crianças agarradas às suas pernas, às suas saias...

O da esquerda é o meu pai, aqui com a exacta expressão que a Mariana faz quando rodeada de adultos que a observam enquanto conversam com a mãe. Emburrada, metida para dentro, antipática e contrariada. :)

Adoro a posição da minha avó, o vestido.
E a senhora de costas, obstruíndo a objectiva. E as outras duas que quase não se vêem, observando as crianças...

Suspeito que sejam as colegas de costura da minha avó, no seu local de trabalho, no atelier de um alfaiate...

Adoro!

Vou fazer um poster para mim.


sábado, 1 de dezembro de 2007

ui!... (adenda)

passarinhos a bailar
com o rabinho a dar, a dar...

(e eu a ganhar concursos de dança no meio da praça principal de Montegordo - naquele tempo ainda suportável, ainda de casas baixas, de crianças e velhos conhecidos, sempre os mesmos nas sombrinhas da praia, ano após ano, três meses seguidos... - em troca de
Sugos e Legos, os patrocinadores do evento. Eu a bater os braços dobrados e abanar o rabo, desvairada...
bem, mas antes isso do que andar, já crescida, a dançar a Macarena ou outros sucedâneos... - não, a Lambada ainda dancei!!! Mas era uma criança grande, convencida que era boa...enfim... coisas da idade da parvoíce... aquela entre os dez e os trinta... :D)

c'o berrú, c'o berrú que o gato deu!
"Assentada" à chaminé-é-é, veio uma pulga-ga...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

ontem à noite

mesmo antes de se deitar - já tarde! - a Mariana iniciou-se no tricot.
O polegar a saltar, instintivamente, para fazer a laçada, revelou logo aptidão para a coisa!




segunda-feira, 2 de julho de 2007

"porque hoje é sábado"...

o programa de sábado foi um misto de emoção, riso, saudade, força...
Juntaram-se as três primas para esvaziar a casa da avó (a avó Mariana, que "já não mora lá..").
- A avó Mariana, coração maior que o mundo, porta aberta a toda a gente, improviso na algibeira e mesa posta para quem chegasse. "De seu nome Mariana", que "não era feia nem bonita", quando passava em Évora, descrita no "Perfil das Arcadas". A avó Mariana, "alfaiate", mãozinhas de ouro, na costura e no tempero. Mãe de todos. - Juntaram-se as três primas e acabaram duas, que isto, já se sabe, há irmãos que quando se pegam... mas, enfim, dei por mim a fumar um cigarro na varanda a pensar que em pequenas diziam as mesmas coisas quando se zangavam e o melhor sempre foi deixá-las resolver por si... até porque desta vez não havia pai nem tio por perto para resolver o assunto com uma bofetada para cada uma!!! Nem para isso, nem para ajudar na tarefa; ainda menos para recolher objectos de estima...
Assim se fizeram umas partilhas improvisadas, de coisas que ficaram para trás. Tão importantes outrora...
Muitas coisas se deram a quem precisa, outras seguirão caminho e, espera-se, recicladas serão úteis, como a colecção magnífica das "Diana", de caça e pesca, de décadas idas. Tantos anos guardadas por causa dos "meninos" e os meninos não as quiseram. Mas bem, já nem vale a pena pensar nisso, há que ser "práticas", há que ser práticas, e toca a tirar tudo dali.
Não faltou um momento de barbárie, acompanhado de riso - que a nós tanto nos dá para rir como para chorar - comigo a desfazer à martelada uma cómoda de madeira que se foi desmanchando ao longo dos anos (já entrou naquela casa velha, porque aquela casa era a única que tinha paciência para isso....) e que era impossível de transportar, escadas abaixo...
De casa da minha avó trouxe então, em resumo destes dias, as melhores coisas que se podem querer:
A máquina de costura antiga, de ferro, com que a minha avó punha comida na mesa;
as caixas da cozinha, onde guardava, devidamente identificados, o arroz, a massa, a farinha, etc...;
os cortinados da sala;
as fotografias;
uns retalhos de pano;
um saquinho com pertences da bisavó, acompanhados de instruções da avó Mariana, para quando ela morresse (!),
e muitos dias e noites bem passados, uma infância rica de amor e aprendizagem.
Como se ama incondicionalmente, como se cozinha, como se dá.
E a lembrança dos cheiros, dos sabores, das risotas, das preocupações, da correria.
De todos os que vinham. Dos serões, das manhãs, da luz da casa nas diferentes horas.
Da UCAL, da Granfina, do Morais.
Das sopas, dos guizados, da açorda, dos croquetes, das fatias recheadas.
Do "ê cá...", do "talho do Zéi", dos "bifis"... do "Cherépi!!"... :)
Das colheradas de Cerelac em pó, "ó avó posso?", de pôr a mesa e da caminha mais bem feita de que há memória.
Da laca no cabelo, pó de arroz e um batonzinho antes de sair... tic, tic, tic, lá ía ela de passo sempre apressado, que quem disse que os alentejanos são preguiçosos não conheceu a minha avó!
E tenho o coração cheio dela.