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sexta-feira, 13 de março de 2009

hoje

precisava mesmo era de faltar às aulas e fugir para o cinema ou para uma esplanada à beira-mar. (A segunda, mais a segunda!)
Estou farta e cansada.

Passei a semana com as miúdas às costas, como sempre, aliás, mas sem respirar um segundo.
Miúdas, trabalhos, trabalhos das miúdas, necessidades das miúdas, receios das miúdas, refeições das miúdas e eu sem tempo, sem horas dormidas, sem tempo para comer (a horas, pelo menos), sem me libertar um bocadinho que fosse - que seja . Eu que não faço pausas, não fumo cigarros, não passeio o cão a não ser para acrescentar mais um peso, mais uma força, e menos uma culpa; eu que de viúva só não tenho a morte (e ainda bem, claro, não me interpretem mal...) e, como tal, tenho é esperança (aquela que há enquanto há vida), mas que não o vejo. Pinga o dinheiro necessário, qual pensão. Não se repartem vidas. Paralelas mais paralelas do que nunca. Segmentos de recta crescendo em direcções opostas. Trabalho, trabalho, trabalho. Também o tenho. O meu dura enquanto me deito - estou de permanência - e não é remunerado, não acrescenta currículo. Cria filhas, uma é minha outra é nossa. E será sempre nossa. A carreira é tua. A casa é tua. A tua vida é tua. Brilhante. Repito experiências. Exactamente iguais. Só muda o contexto familiar - não o meu, claro, que esse é sempre o mesmo. Toma lá para não seres estúpida, toma lá para não te armares em esperta. Toma lá para não te pores com quadros bucólicos. Vai mas é trabalhar! Fazer qualquer coisa de útil para a sociedade...