foi então que eu percebi*,
por carregar no play deste post da Mónica Marques, que a gracinha singela com que a Joss Stone desfilou no Rock In Rio, a que até eu - que não sou gajo/babão - fui sensível (vestidinho baby-doll, perninha laroca de fora, descalça, cabelo solto ao vento...) e achei genuína (pensei que a rapariga tinha passado o dia na praia - ah, Portugal! - e estendera a descontração ao concerto ao ar livre em Lisboa...), afinal faz parte de uma estratégia predatória à líbido masculina... tão pornográfica como a Maryah Carrey mas muito mais subtil. A associação a outra indústria - a discográfica - é a mesma de sempre, perniciosa...
Mas, claro, surte efeito...à data do concerto em Lisboa, numa mesa reunidos tios e sobrinhos, todos morderam o isco e salivaram, com a piadinha brejeira e a boçalidade a vencer fronteiras de geração, carácter e formação...
*ou não tivesse eu em tempos (estúpida adolescência em que nos julgamos tão espertinhas) sabido explorar o meu lado Gabriela...
