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quinta-feira, 16 de julho de 2009

o caralho!


fotografia de Dina Goldstein, via Alice

Este espaço encontra-se meio morto, a meio gás, a menos de meio. E então tentarei explicar, finalmente, de forma mais ou menos sucinta (mas que ainda dá trabalho e me exige um tempo que eu não tenho), porquê.
5-Au-Sac e depois 6-au-sac, o caralho! É que aqui já não estamos, se é que alguma vez estivemos (ou terá sido só imaginação minha?), todos no mesmo saco! Mas, obviamente, em vez de passar a vida a trocar o nome ao blog, mais vale partir para outro (porque os pressupostos da coisa estão todos trocados)!
Todos no mesmo saco, o caralho!, porque a vida insiste em mostrar-me que estou enganada, fui enganada, uma patética romântica, uma obstinada! A vida repete-se em loop mas a queda é cada vez mais acentuada! A sorte, neste círculo completo, é que a subida também é sempre maior e eu já vou mais longe.
Um marido, dois maridos, com papel ou sem papel, uns gajos pelo meio e eis que afinal é talvez a Biologia que reina, para além do social. É tudo a mesma coisa. Vira o disco e toca o mesmo, tirando dois maus carácteres que me apareceram pelo caminho, quanto a pais de filhas tive sorte porque são boas pessoas. Acima da média. Acima de outros que me rodeiam. Mas, garanto-vos, tirando as questões de carácter, em termos de investimento parental (também acima da média): não chega!
Se calhar o problema com os homens não está nos homens. Se calhar, não, não está de certeza. Eu dou-me bem com os meus amigos, sempre dei. E porquê? Porque não crio neles expectativas para além daquelas que eles cumprem! O problema dos homens está nas expectativas que lhes conferimos. Se me tivessem dito, à priori, que ter um homem é como ter um cão, tudo certo. Eu não posso é, a meio do caminho, fingir que sempre quis ter dois cães e seguir feliz com isso! Não, eu quis mais, e quem estava errada era eu! Caiam-me em cima as feministas, as esquerdistas, os papistas, mas é tudo uma questão de biologia (lá volto eu à carga, outra vez).
É comum a quase todas as espécies e as descobertas no campo da genética e do ADN só vieram confirmar que mesmo aquelas espécies que se julgavam monogâmicas afinal não eram (nas aves, sobretudo, que nos mamíferos mais próximos já não havia ilusões). E o que interessa isso para o caso? Tudo. Porque aqui o que interessa não é se as espécies têm um ou mais parceiros (estou, neste momento, pouco cagando para o assunto). O que interessa aqui é tudo o que acontece à volta disso e como tudo está relacionado com o comportamento de homens e mulheres no que diz respeito às crias. Mas mais não me alongo, posso apenas sugerir leitura (rigorosa, científica e bastante interessante). Isso e porque “nos casamos”…
Pois bem, depois de contrariar a Biologia a partir de uma série de pressupostos Sociais, construídos, não admira que o caminho nos leve à frustração. Além disto vieram-nos com a balela da emancipação das mulheres, da igualdade dos sexos… igualdade o caralho! Antigamente, as avós, ficavam em casa a tomar conta das crianças. Depois, as mães, desataram a trabalhar e marimbaram-se para as criancinhas, ocupadas que estavam com todas as outras questões. Agora, espera-se de nós que façamos o pleno! A contar com uma participação masculina que não é nem nunca será efectiva e similar! E desatamos todas a querer agradar a gregos e troianos, aos filhos aos maridos, a patrões e a nós próprias, como se isso fosse possível! O caralho! Ou andamos a dar em doidas e a tomar comprimidinhos para suportar a vidinha moderna, ou andamos a fingir que está tudo bem e não tiramos um sorrisinho estúpido dos lábios enquanto dizemos “sim, querido” (e provavelmente também andamos a tomar comprimidinhos, mas o medo, o pavor, é de os perder, a eles, aos machos, como se precisássemos deles realmente para alguma coisa – com tanta histórinha de moral infantil e ninguém nos ensinou a preservar um mínimo de auto-estima?), ou desistimos de uma parte porque pura e simplesmente não é possível e há que priorizar. A frustração, essa, mantém-se. Porque independentemente de como sobrevivemos à questão, os valores mantêm-se (aqueles que nos encasquetaram quando éramos pequeninas).
E então aqui estou eu, segunda filha linda, que amo perdidamente, que me suga as entranhas porque me tenho dedicado a ela desde que nasceu, há nove meses, e ainda ando às voltas com a mais velha e o sentimento de culpa judaico-cristão que também nos imiscuíram. Dia e noite, noite e dia, venha o que vier, corra como correr, seja bom ou mau, aqui estou eu para segurar as pontas, dar colo, dar o couro. Aqui estou eu porque me manda o instinto, seria incapaz de não estar. Mas não precisava de estar sozinha e estou. Pela segunda vez, estou. Pela segunda vez caí no conto do vigário. Pela segunda vez o pai da criança resolveu dedicar-se a fundo ao trabalho, a novos projectos, e também este pai desapareceu. E ele negará sempre, será incapaz de ver. Mas ele não está. De manhã, de tarde, de noite, de madrugada. Ontem, hoje, amanhã e depois. O tipo é um profissional do melhor, concorrente sem horários, sem restrições, porque na sua paternidade estou eu. Não faz férias porque estou eu em Tróia com as miúdas (para que pelo menos elas tenham umas férias e porque idealizei um verão como os das revistas, com as miúdas na praia, que cenário idílico…), como sempre a duplo horário sem folgas ou coffee-break…
“E em Setembro, como combinado, eu adaptarei o meu horário para que tu possas retomar a tua vida..”, diz. Em Setembro a Rosa vai para a creche e vai ficar doente uma carrada de vezes (esperemos que não, mas é o comum…) e eu cá estarei a coprometer a minha nova vida profissional para cuidar dela, que esse é um filme que eu já vi. E cá estarei eu a fazer das tripas coração a largar para trás o que não posso agarrar poque tenho duas filhas com quem quero partilhar o tempo aceitável e não ter que pagar ainda mais a quem o faça. E cá estarei eu irritar-me com isso, porque estarei sozinha, como sempre. E a sentir-me frustrada e subaproveitada nas minhas capacidades intelectuais. Porque eu não posso ir ou fazer porque tenho duas filhas e eles não podem estar porque têm outras obrigações, com outras pessoas… O caralho!
Portanto, em resumo, a situação é a seguinte: Eu não acredito na igualdade dos sexos, eu não acredito em finais felizes nos moldes em que nos ensinaram a ver as histórias. Convençamos as nossas filhas de que não aparecem príncipes encantados e que não se devem casar para serem felizes para sempre. Filhos é melhor que tenham sozinhas porque assim já sabem com o que contam e não depositem esperança nas capacidades que os homens não têm. Os homens são muito filhos. Convençamos as nossas miúdas de que não precisam de ninguém para ser felizes porque lhes poupamos o trajecto tortuoso que as levará a essa conclusão depois de experimentarem de outra maneira. E que a felicidade só depende delas e da capacidade que tenham de estar bem consigo próprias, sem medo da solidão, sem medo do silêncio, porque é dos seus espíritos criativos e geniais que vem a resposta ao mundo, à vida. É da sua própria cabeça que sai tudo, toda a vida, toda a graça, tudo o que preenche um espaço vazio. Não dependem de ninguém para encontrar o caminho. Não precisam de ninguém para andar para a frente.
E mais haveria a dizer, mas neste momento não me lembro. Porque estou cansada, porque tenho a miúda no braço esquerdo, porque esta foi outra noite infernal. Se me lembrar entretanto (e eu sei que havia muitas coisas…) talvez cá volte.
Posto isto, obviamente, julgo que este blog não faz sentido. Até porque não quero enxovalhar ninguém. E não, não me separei de novo. A vida corre apenas nos moldes que aqui vos conto. Por isso parto para parte incerta.
Obrigada por estarem desse lado.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Palma Inácio.

sábado, 27 de junho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

I'm sorry

se tens mais de 30 e nunca gostaste de Michael Jackson,
não quero saber de ti.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

já não tendência, já mesmo moda

a cada novo blog de design ou ilustração:
que sucesso fariam agora os desenhos que eu fazia quando tinha 6 anos!
É que eu desenhava mesmo bem e utilizava os marcadores (canetas de feltro) como hoje acho que não teria coragem!..

(Se calhar ainda os vendo... e depois ficamos ricas e vamos todas viajar!... Boa?)

domingo, 24 de maio de 2009

a vida

num toque de tambor.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

adiante

sexta-feira, 15 de maio de 2009

baralha e volta a dar


e se, de repente, ao olhar para a fotografia por trás das portadas
(o trocadilho com o castelhano não é acidental) eu fraquejasse e questionasse tudo?
E se, de repente, eu já não soubesse quem sou?
E se, no meio de tanta certeza, tanto conhecimento adquirido, eu já não soubesse quem sou por trás das máscaras que me construo?
E se, ao invés de caminhar para a verdade, reconhecer no desconforto antigo uma verdade maior?
E eu, afinal? E se?

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Off of Offf,

assim é que é, perfeitinho.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

of

não estou no OFFF, eu estou é OFF!...
rais...

domingo, 3 de maio de 2009

(a propósito...)


Foto: Michael Meyersfeld para Hasselblad.

:D

(clicar para ver melhor)

terça-feira, 21 de abril de 2009

a mim

mais a sociologia do que a psicologia, talvez...

sábado, 18 de abril de 2009

estatelou-se docemente contra o céu

1970 (Retrato)

A minha geração, já se calou, já se perdeu, já amuou,
já se cansou, desapareceu, ou então casou, ou então mudou
ou então morreu: já se acabou.

A minha geração de hedonistas e de ateus, de anti-clubistas,
de anarquistas, deprimidos e de artistas e de autistas
estatelou-se docemente contra o céu.

A minha geração ironizou o coração, alimentou a confusão
brincou às mil revoluções amando gestos e protestos e canções,
pelo seu estilo controverso.

A minha geração, só se comove com excessos, com hecatombes,
com acessos de bruta cólera, de morte, de miséria, de mentiras,
de reflexos da sua funda castração.

A minha geração é a herdeira do silêncio,
dos grandes paizinhos do céu,
da indecência, do abuso.
E um belo dia fez-se à vida,
na cegueira do comércio

A minha geração é toda a minha solidão, é flor da ausência, sonho vão,
aparição, presságio, fogo de artifício, toda vício, toda boca
e pouca coisa na mão.

Vai minha geração, ergue a cabeça e solta os teus filhos no esplendor do lixo e do descuido,
Deixa-te ir enquanto o sabor acre da desistência vai corroendo a doçura da sua infância.
Vai minha geração, reage, diz que não é nada assim,
Que é um lamentável engano, erro tipográfico, estatística imprecisa, puro preconceito,
Que o teu único defeito é ter demasiadas qualidades e tropeçar nelas.

Vai minha geração, explica bem alto a toda a gente
Que és por demais inteligente, para sujar as mãos neste velho processo, triste traste de Deus.
De fingir que o nosso destino é ser um bocadinho melhor do que antes.
Vai minha geração, nasceste cansada, mimada, doente, por tudo e por nada, com medo de ser inventada
O que é que te falta, agora que não te falta nada?
Poderá uma pobre canção contribuir para a tua regeneração ou só te resta morrer desintegrada?

Mas minha geração,
Valeu a trapaça, até teve graça, tanta conversa, tanta utopia tonta, tanto copo, e a comida estava óptima! O que vamos fazer?

J.P. Simões

quinta-feira, 2 de abril de 2009

despachem-se lá

com o casamento entre homossexuais
para podermos, finalmente, discutir o casamento em si!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

3 mulheres,

5 filhos e 3 cães
procuram soluções
casa, trabalho, horas decentes e vida.
Os maridos estão bem. Como sempre.

segunda-feira, 30 de março de 2009

tempo

falta-me tempo para vir aqui escrever tudo o que quero, tudo o que penso, tudo o que componho no banho, nas noites em branco, nas tardes em repeat.
Mas virei, virei.

domingo, 15 de março de 2009

agora até me dá vontade de rir

Faltei às aulas.
Fui com a Mariana ao cinema ver o Coraline*. Revelou-se um pesadelo.
O meo não foi instalado, nem sei se, ou quando, vai ser.
A Rosa estreou-se nas otites e antibióticos. Guessed right.

* (O filme é lindo mas a classificação etária merece uma queixa à(da) Direcção Geral de Espectáculos. Maiores de 6 (ou 4, como vi anunciado...)??? Estão bêbedos ou quê?? Alerta: com filhos pequenos, não vão! Para crianças é um filme de terror. Não estou a exagerar. Para adultos, sim! Ou, vá, a partir dos 12 se não forem impressionáveis...)

A re-constatação do óbvio é triste, deprimente...
Inutilidade. Profunda. Patética.

Valeu, e muito, o Bravo tão esperado! Que bom!
Recompensa de esforços, alimento para novas empreitadas.
E jogar à bola. Miúdas, só! Com bolas macias. :) A descoberta da Primavera! :)

sexta-feira, 13 de março de 2009

pairam nuvens por aqui

O melhor é irem dar uma volta!...

cortei

o meu cabelo com a miúda aos gritos. Mas aos gritos.
Parecia um filme psico...
Ela aos urros e eu em frente ao espelho de tesoura na mão, pedaços de cabelo a cair...
Agora lavo a cabeça uma vez por semana, rapo os pelos uma vez por semana porque isso de ir à depilação não se enquadra (e está um calor tropical na minha sala virada a sul e eu preciso de me despir), raramente faço chi-chi e devia estar muito contente. "Porque tens ums filha linda que amas e estás a fazer uma pós-graduação". Ah pois claro. Mas não tenho uma, tenho duas.
De resto, sim, há vidas tão fodidas que devia ter vergonha. Mas este meu lado burguês insiste em contentar-se com mais um bocadinho.